thirteen

September 6, 2010

Não sei, tenho um draft salvo com a palavra misantropia e tudo o que escrevo aqui, hoje e agora, acaba soando como se fizesse parte daquele post. Aí eu pergunto, o que tem de tão bom assim em pessoas? São seis bilhões delas no mundo, arredondando pra baixo a estimativa que lembro de cabeça. Não quero mesmo pesquisar agora, e não é como se tivesse um contador rolando na página do Google pra isso. Países asiáticos tornam isso inviável. Enfim. A quantidade de pessoas que você conhece que realmente são, no mínimo, agradáveis, é ínfima. E muitas das quais você conhecia, hoje te dão razões pra querer que elas não apareçam mais na sua frente. Todo mundo conhece uma dessas, não é algo exclusivo de antigos romances, apesar desses constituírem a maioria dos casos. Até aqueles amigos antigos que você vive encontrando pela rua, e por mais que você saiba que vocês eram amigos mesmo, o tempo passou. Só restam agora as convenções sociais e os papos de vamos marcar alguma coisa que raramente dão certo. Não vou dizer nunca pra não acabar com as esperanças de ninguém. Existem sim, bons reencontros. Não são mitos. Sendo realista, grande parte deles você vai passar ouvindo/falando como vocês cresceram, mudaram, como um antigamente batia na altura do ombro do outro, usava óculos e era cheio de espinhas.

Fazer social só serve pra quem é político ou obcecado com popularidade, e a internet é a casa de todos attention whores. Ser popular na escola e ter quinhentos amigos no Orkut (ou qualquer outra rede social) é basicamente a mesma coisa. Quase sempre um é consequência do outro. Ser simpático? Seja com quem tem interesse em você, pelo menos pra te conhecer. Claro, não precisa ser desagradável. Não intencionalmente. Mas convenhamos, it’s almost never uncalled for.

A verdade é que as pessoas vivem forçando, querendo se espremer nas últimas modas, tendências. E na parcela dos que conseguem continuar sendo eles mesmos, boa parte acaba admirando alguém forçado. A minoria acaba ficando sem escolha a não ser desprezar meio mundo; secretamente, claro, pra não parecerem velhos ranzinzas todo o tempo.

É óbvio que perguntar se tá tudo bem com alguém é idiota, já que quase ninguém quer responder por estarem todos ocupados anunciando em tweets pra pessoas que, mesmo se inscrevendo pra recebê-los, não dão a mínima. Fico imaginando o que se passa na cabeça dessas mesmas pessoas quando se acidentam, quem pensa em alguém em primeiro lugar e quem pensa em informar o mundo por status updates. Conheço dos dois tipos, por isso digo que fico imaginando. Até mais pelo fator cômico.

Why do I care? Tem um errinho aí. Eu não me importo.

Eu não sou preconceituoso, mas não nego ser bastante anti-social.
O mundo me dá razões pra isso, eu não as invento na minha cabeça. Isso aqui é apenas um manifesto da minha opinião.
Don’t get me wrong, não sou tão escroto a ponto de não gostar de ninguém. Até faço questão de fazer com que elas saibam disso.

Só pra deixar isso claro.

É. Comecei a escrever esse post em cima de algumas palavras e as ignorei completamente, acabo de recortá-las e vou jogar em outro draft. E o número do título desse post acaba se relacionando com algo que eu queria falar sobre em outro draft. Vicious circle.

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twelve

September 4, 2010

Por alguma razão, é importante que eu comece o post dessa vez já avisando que não tenho postado com tanta frequência nos últimos dias por estar adiando o post do segundo dia de Setembro. A razão pela qual estou adiando o post é que apesar de eu não dar tanta importância assim pra minha data de nascimento, é um dia que de uma forma ou outra, tem mais chances de significar algo mais do que os dias normais. Afinal, é um dia em que pessoas lembram de você e te desejam boas coisas. Essa é uma regra da qual exceções eu desconheço. Acredito que até assassinos em série, políticos, terroristas, traficantes, bandidos, ditadores, vilões e até mesmo monstros, tenham alguma pessoa em suas vidas que as deseje boas coisas. Não posso dizer o mesmo do resto dos dias, em que elas são provavelmente apenas odiadas, e a única coisa desejada a elas seja a morte.

Enfim, esse aviso é importante tanto pra quem lê o blog quanto pra mim mesmo. Talvez até mais pra mim do que pra qualquer outra pessoa.

É, eu prometi a mim mesmo que não ia deixar isso de lado. Preciso de algo que eu possa ter certeza de que consigo fazer, sozinho, minha vida toda. E essa coisa é pensar, e de alguma forma, retratar os pensamentos. Uns viram desenhos, outros um bloco de texto. Talvez música. O motivo é simplesmente me ensinar a não deixar de terminar o que comecei. É uma coisa que todo mundo deve saber. Tá certo que isso é só um blog, então pode ser que uma hora eu acabe me ausentando por um bom tempo ou decidindo terminá-lo permanentemente. Só que ao contrário das vezes que eu simplesmente deixo algo de lado, não pretendo fazê-lo sem deixar alguma notificação de algum tipo. Não posso prometer que direi os motivos, e nem que direi aonde estarei indo/poderei ser encontrado. Vai que chegue o dia em que precisarei desaparecer do mapa e fugir das autoridades? Mas não vou deletá-lo, mesmo se esse for o caso. Não é de grande ajuda. A não ser que eu consiga provas definitivas de que ele não acabou sendo armazenado em algum outro lugar. Se não tiver sido, retiro o que disse, vou deletar. E deixo aqui um pedido adiantado de desculpas por desapontá-los.

Também tenho tido algumas outras coisas um pouco mais importantes pra fazer do que postar aqui,  e uma delas tem relação direta com o post do aniversário. É um desenho, na verdade. Mas adiciona aí na lista uns livros, sendo que só um deles não é pra faculdade, meus calvins & hobbies, responsabilidades e etc. Então é possível que eu acabe deixando pra falar dele noutra ocasião e ignorá-lo pra postar outras coisas, como estou fazendo agora. Assim não fica com cara de abandono. Até porque abandono, na minha velocidade, é como se fosse uma avalanche. Igualmente destrutivo. Se eu não der um jeito de impedir, acaba soterrando tudo. Aí cai no esquecimento, já que quase ninguém é resgatado a tempo mesmo. Aliás, quem sobrevive à catástrofes tem espaço garantido na Reader’s Digest. Meu avô assina e eu acabo herdando um punhado delas quando vou pra lá, gostava de ler os flagrantes da vida real.

Não tenho deixado de fazer as anotações e tenho uns quatro ou cinco drafts salvos, though.

De qualquer forma, esse é o primeiro post que escrevo com 20 anos.

I feel the same. Tired.

Ah, criei uma outra categoria também. Logo vou postar algumas merdas nela.
Um bom final de semana/feriado a todos.

eleven

August 31, 2010

Que voz. Junto de A Fine Frenzy, é uma das mais bonitas que eu já ouvi. Mesmo quando eu for conhecendo outras, essas duas não saem da lista. Gosto demais do que ela escreve, no geral, também. É uma daquelas músicas que só de escutar fazem a expressão hauntingly beautiful surgir na cabeça. She’s got the pipes. She’s got the soul.

O nome do primeiro disco dela é Lungs. Até isso.

ten

August 30, 2010

Tive uma conversa que já se repetiu duas vezes sobre o Leonardo DiCaprio. Eram sobre os filmes que ele faz, a carreira do cara que eu considero um dos melhores atores da atualidade. Say what you want, é a verdade. The Man in the Iron Mask, Catch Me If You Can, The Departed, Shutter Island, Inception. Isso só pra citar alguns dos mais conhecidos, e claro, os que eu já vi. Enfim, a intersecção dos dois. Tem outros bem falados dele que eu não tive a oportunidade de assistir ainda. E um deles que eu nunca assisti e provavelmente nunca irei: Titanic. Não é implicância, por alguma razão não tenho a mínima vontade de ver mesmo. Talvez alguém me convença um dia, até lá, eu sei o que acontece, sei os detalhes e sei a história. Não assisti o filme, só isso. Claro, eu poderia ter assistido na época. Mas eu ainda era um pirralho de ego frágil, e o fato de todas as garotas (que eu conhecia) estarem apaixonadas por ele, é, incomodava. A diferença que isso faz agora? Nenhuma. Tanto que gosto de todos os filmes que citei logo ali, são todos dele, e a atuação é impecável. So, why bother?

Meu aniversário tá chegando. Outro ano se passou desde que eu nasci, that’s the big deal. I’m the big deal. Ironicamente, eu não gosto de aniversários. Tenho uma pequena paranoia de que tudo o que se passa no dia vai anunciar pras pessoas ao meu redor que é meu aniversário. E que elas vão se importar com isso. Nunca gostei de ser o centro das atenções. Flashes de câmeras apontadas pro meu lado. Prefiro passar despercebido pela maioria das pessoas mesmo. Prefiro o lugar na memória de alguém importante pra mim do que um milhão de fotos jogadas em um álbum. Sem o lugar na memória, eventualmente todo mundo que só aparece em fotos vai acabar sendo alvo de um ‘não lembro quem é esse cara.’

Aos parabéns eu não sei como reagir, pelo menos quase sempre agradeço na hora errada, aparentemente. Porque assim que agradeço, ninguém para de falar. Continuam com as congratulações e eu tenho que vestir minha cara de tacho. Então aniversário pra mim é sinônimo de awkward phone calls. Gosto do carinho e tudo mais. E o resto não acontece. Quando eu passo o RA na faculdade ou compro alguma coisa no supermercado, não estoura um balão com confetes, doces e farinha na minha cabeça. Não toca música, muito menos vira um musical. Pessoas não se reunem em um círculo pra cantar parabéns. É um dia normal, como todos os outros.

Ah, isso aqui sou eu tentando convencer a mim mesmo de que nada vai acontecer.

É, fobia de aniversários. Eu até cheguei a procurar se realmente existia um nome pra ela, mas não achei nenhuma fonte confiável, e inventam nome pra tudo hoje em dia. Aparentemente, ela se chama Fragapane phobia. É. E não chega a ser uma fobia o que eu tenho, de qualquer forma. Não saio chorando ou entro em pânico. Só fico sem jeito. Está mais pra um leve odiar do que qualquer outra coisa. Li uma analogia excelente em algum lugar. Aniversário, pra quem é como eu, é tipo final de campeonato de futebol ou réveillon pra cachorros. É um dia que todo mundo conspira pra te dar uma dor de cabeça fodida. Se tiver um festival de fogos no dia do meu aniversário eu provavelmente me escondo embaixo da cama.

Acabei pensando nisso durante o meu domingo. Acordei cedo, sozinho em casa. Levantei pra tomar um banho e fazer um café da manhã. O dia tava cinza, mas um cinza de poeira. Não cinza de tempestade ou chuva. Nem sequer uma garoa. Preciso voltar a sair aos domingos, como costumava fazer.

Recentemente voltei a dormir durante a noite. Tenho que admitir, é muito melhor que dormir durante o dia. Já passei pela fase morcego, que durou no mínimo uns três ou quatro anos. E tenho que admitir, é muito melhor passar a noite acordado do que o dia. Isso me coloca em uma situação bizarra, já que meu lugar ideal pra morar seria uma mistura de New York com o extremo hemisfério norte, com pouquíssimas horas de dia, e alguma daquelas províncias/vilas quietas da Irlanda nos arredores. Um toque de Nova Zelândia, talvez.

Mundo dos sonhos. Ainda encontro Magrathea quando sair pra viajar pelo Universo afora.

Não é engraçado como um dos jeitos de se remediar do tempo seco é ter uma toalha molhada por perto?

nine and three quarters

August 30, 2010

Só pra postar algo, já que o dia de ontem passou em branco aqui. Enquanto eu escrevo um post, claro.
Talvez eu comece a postar mais música por aqui, quem sabe on a daily basis, não sei. Começar em uma frequência (não de ondas, vezes) menor talvez seja melhor.

Ah, foda-se. Que sera, sera.

nine

August 28, 2010

Ocasionalmente acabamos nos perdendo no caos das palavras. Sejam elas nossas ou de alguém.

Na maioria das vezes, isso não é bonito. Não é nada, na verdade. Não se escrevem sinfonias com notas aleatórias espalhadas pela partitura. São manchas de tinta. Palavras existem pra serem usadas com uma certa maestria. E eu, com toda certeza, não sou maestro nenhum. I’m just a guy holding a couple of sticks. Palavras são só palavras, uma simples associação com um significado escrito em um dicionário, essa é a visão fria do mundo. É como se você ligasse a visão térmica dos seus óculos e não conseguisse distinguir nada ali. Tudo preto, tudo azul. Nem sequer um fiapo de verde, muito menos amarelo, laranja ou vermelho. Quando associamos uma palavra ou uma frase a uma emoção, as coisas mudam de figura. Muita gente não entende o que alguém vê em poesia. Ou nas letras de uma música, por isso acabo voltando um pouco ao assunto que abordei no meu terceiro post aqui. Certas experiências da sua vida, algum momento difícil que você passou, que te fez sentir angústia, tristeza, em suma, dor, até a superação dele; ou mesmo algum momento que você não vai esquecer por ter sido perfeito.

Eventualmente palavras são associadas à emoção errada. Se obrigar a sentir alguma coisa é ridículo. É o inverso do natural, tentar entender o que alguma palavra quer dizer e se fazer sentir a definição dela. Alguém que desconhece sentimentos genuínos, como tristeza, é dito ser sociopata. Eles podem até aprender como parecerem estar tristes, mas não funciona de verdade.

Existem as palavras certas pra quase tudo, se ditas de maneira convincente. Por maneira convincente entenda que isso pode ser feito de duas maneiras. Uma delas é por meio de manipulação, a outra delas é quando são ditas verdadeiramente. Either way, elas surtem seu efeito, certeiro. Podem ser até as sete palavras que farão uma garota se apaixonar por você. Sim, tirado d’O Nome do Vento. Dá pra entender onde eu quero chegar.

Qualquer pessoa que saiba ver o mundo tanto como ele é como poderia ser, e que saiba dar asas à imaginação, sabe desenhar e pintar. Qualquer pessoa que conheça alguma língua, pode ser até a da música, e conseguir tocar as próprias emoções sem medo de se machucar, sabe se expressar.

eight

August 28, 2010

Por incrível que pareça, um blog faz parte do rumo novo que tenho tomado pra minha vida. Na verdade isso é uma merda, já que eu preferia milhões de vezes estar escrevendo sobre a vida em correspondências para alguém que gostasse de falar sobre qualquer coisa e sobre nada em particular, e não em um lugar público na internet. Porém, ao invés disso, tenho que me contentar com as diversas conversas com diversas pessoas da mesma ou de diferentes partes do mundo. Isso acaba ficando chato quando começo a cair em assuntos parecidos em conversas paralelas. Não é como se eu estabelecesse timelines para cada pessoa que conheço, então isso acontece.

Não faço amigos rápido, essa é uma habilidade minha que parou no tempo. Meu nervo atrofiado. E parou lá pela década de 90, pra ser mais exato. Hoje em dia, sair por aí, sentar em um canto com meus brinquedos e acenar pra quem olhar na minha direção não é uma opção. É meio que meu plano B, ainda. Funcionaria em um playground, entretanto, eu acabaria sendo preso. Todos os amigos que tenho hoje eu conheci por meio desse método, basicamente. Até tento de outras formas, nenhuma delas dá muito certo. E não é como se eu escolhesse pessoas quaisquer pra experimentar, e caso falhasse, um simples ‘fuck it’ mental resolveria tudo. Eu arrisco, e na maior parte do tempo não dá certo. Sou péssimo em primeiras impressões.

Ainda consigo conhecer pessoas, claro. Quer dizer, mais ou menos. O blog é só uma das coisas do novo rumo que tenho tomado. Tem uma outra específicamente projetada pra cuidar do problema que acabo de mencionar. Não, não é um algoritmo, nem algo representado em um fluxograma. Ainda não cheguei nesse ponto. Não é como se eu estivesse em falta deles, também. Não foi isso que quis dizer.

É algo que deriva de alguns poucos problemas menores e acaba virando isso aí. Um empecilho na hora de conhecer alguém.

Não sei mais onde queria chegar com isso. Abort mission.

seven

August 27, 2010

Engraçado, tem um rascunho aqui com nome four. Já postei três outros antes dele. Esse é o quarto.

Como já disse, fui ver Karate Kid. O remake, estrelando Jaden Smith e o velho Jackie Chan, produzido por ninguém menos que os dois pais do Smith mirim.

Dos trailers no começo, dou destaque, sem dúvida alguma, pro novo da saga de Nárnia. Dublado. Ouvi Edmundo tantas vezes no começo que nem cheguei a ouvir falarem de Nárnia, e não tendo visto nenhum, até certa parte nem sabia que diabos de filme era. Os outros trailers foram Grown Ups, que é tipo um Expendables versão comediantes. O elenco é tipo, Adam Sandler, Chris Rock, Rob Schneider (meh), David Spade e o Kevin James. O gordinho de Hitch. Pareceu ser bem engraçado, apesar de ter lido críticas bem negativas. Não ligo pra elas mesmo, na maioria das vezes. Descartei The Last Airbender sem dó por causa de críticas, tanto por respeito ao desenho quanto por não confiar mais no M. Night Shyamalan. Desde Unbreakable, ele tem alcançado cada vez uma altitude negativa maior, if you know what I mean. O outro era Legend of the Guardians: The Owls of Ga’Hoole. Pareceu ser interessante, pra quem gosta de CGI. É da mesma empresa que fez Happy Feet, e aparentemente tem uma música do Owl City. É, é. Corujas, corujas.

Falamos que o filme provavelmente teria algo do Justin Bieber e não percebi, mas tendo lido agora pouco, parece que a música tema é do Jaden e do Justin Bieber. Oh, well. Não cheguei a ver o vídeo dela, Never Say Never, e isso não atrapalhou a experiência.

É. Não vou dizer que me surpreendeu, já fui pensando que ia ser no mínimo bom. Mas me impressionou, de verdade. Gostei pra caralho. São poucos os filmes que os antagonistas realmente me incomodam. É um filme meio pra família, momentos de vergonha alheia e aquelas piadas/trapalhada que fazem todo mundo rir. A sessão daquela hora tava praticamente vazia, apesar do nosso atraso (de sempre.) Na porcaria da estreia do filme. A sala tava cheia de crianças inclusive, que provavelmente nunca viram o original. O que me deixa menos triste pela situação é o fato delas terem optado pelo legendado. Kudos, kids. Não deu pra não rir de comentários, though, do tipo “olha essa aromaterapia” e “porque não usam um elevador pra subir a montanha?” Porque é uma ideia estúpida, simples. Falando em original, o filme não chega a ser um remake. Quer dizer, existem diversos pontos que são os mesmos, como os ensinamentos de ambos os mestres Miyagi/Han não serem diretamente voltados à arte marcial no começo. São os princípios, disfarçados, e com uma lição de vida também. Disciplina, respeito. Ambos tratam as artes marciais como o que elas realmente são, ao contrário dos mestres antagonistas, que as ensinam como violência, nada mais. Mas o filme foi situado nos dias de hoje (vide data do post se esse blog sobreviver ao passar do tempo) e tem várias referências disso. Anotem aí, historiadores e time travelers.

Claro, isso é a minha opinião e não lembro de todos os detalhes pra dizer. A essência é basicamente a mesma. E o filme não deixa bom e muito menos deve deixar de ser visto por um simples “mas eu já vi o velho.”

Everything is kung fu, disse o grande Jackie Chan. Everything but  the movie name.

Ah. Rest in peace, Pat Morita.

six

August 27, 2010

Hans Zimmer Time

Tenho que admitir que escrever nos drafts algumas poucas sentenças que são as coisas que quero falar funciona perfeitamente bem. Agora praticamente tudo o que tenho pra escrever são coisas sobre as quais pensei ontem, e desse jeito eu me lembro de tudo. São como tags pras ideias. É, as it turns out, até dá pra ter uma espécie de Google na cabeça.

Ontem eu peguei um ônibus que o motorista parecia o Mr. T. Era um daqueles motoristas que não batem muito bem, correm pra caralho e cortam tudo que vêem pela frente. Jurei que vi ele mudando de faixa pra cortar em uma curva. Olha, eu ainda não tirei minha carteira de motorista, mas eu tenho certeza de que isso não é seguro. Ele até meio que disputou uma arrancada com outro ônibus quando pararam lado a lado.

Apesar de tudo, o resto foi o de sempre. Fiquei pensando no caminho, enquanto ouvia música. Janela aberta, vento na cara. California dreaming. Não sei como, mas acabei pensando em como é idiota que dois dos meus celulares não tinham opção pra tirar o volume do click da câmera. Pra que diabos? Não dá pra ser discreto e tirar fotos por aí assim. Espiões e agentes secretos já devem saber disso e passar bem longe delas. Pra mim é uma nota mental, já que eu até sirvo de espião às vezes. Não roubo ideias, mas acho que sou observador demais. Não do tipo creepy que fica encarando.

Já que toquei no assunto tags, a tag cloud vai ficar bizarra se eu continuar a marcar São Paulo como uma. Sabe quando você olha pro céu e vê várias nuvens pequenas, que na minha infância costumávamos chamar de carneirinhos? Poisé, vão ser vários carneirinhos e um absurdamente grande. Analogia completamente idiota, eu sei. Mas é menos idiota do que a tag tags.

Tenho tido sonhos mais estranhos do que o normal atualmente, e tenho anotado todos. Fazem dois meses já que anoto todos os sonhos assim que acordo. Tirando as vezes em que acordo e volto a dormir, acabo perdendo uns bons pedaços quando faço isso. Mas anoto do mesmo jeito. Porque eu mantenho um diário de sonhos? Não é pra analisar naqueles livros imbecis, é porque li sobre sonhos lúcidos e aparentemente esse é um truque para tê-los. Não deu certo, ainda. Não tive nem um sonho em que eu pudesse pelo menos fazer aquele truque do relógio ou interruptor. Aliás, pensando bem, acho que até tive recentemente. Quando sonhei com uma ligação, eu lembro de ter pego o celular em mãos, visto quem era e hesitado em atender. Não tinha relógio no canto superior esquerdo, mas era definitivamente o meu celular. Não deu pra ver o wallpaper ao certo, mas parecia algo que eu usaria. Acabei atendendo, no final das contas, mas acordei um pouco depois de ouvir o alô em resposta. Deve ter sido por isso, acho que estraguei tudo notando o relógio. Argh. Mas não tem problema, no mesmo sonho eu tinha quase morrido em um avião em queda. Lembro de ter corrido pra cabine do piloto e ouvido ele dizer “Mayday! Mayday!” no rádio. Cut scene, não sei o que veio depois, mas o avião não encontrou o chão.

Dormi de um jeito horrível também, não ajudou em nada. Tenho fé que um dia eu vá conseguir. Quem sabe eu comece apenas como alguém no mundo dos sonhos e vire o deus dele com o passar do tempo? Penso em Inception e na cena em que as pessoas estão lá, sedadas por horas a fio, já que os sonhos se tornaram a realidade delas. Acordar é um pesadelo. Não, definitivamente não quero isso. Mas me divertir um pouco na imaginação enquanto durmo não me parece uma má ideia. A princípio. Dividir sonhos é outra coisa interessante. Eu o faria, sem dúvida nenhuma. Mas se você pensar quantas pessoas você daria livre acesso a sua cabeça, parece até binário. Geralmente é zero ou um. É algo tão grande quanto ou até maior do que confiar a sua vida. Livre acesso a todos os pensamentos quer dizer que a pessoa pode descobrir o que você pensa de verdade sobre muita coisa, e todo mundo tem lá os seus pensamentos que ficam em segredo de todos. Seja o que você pensa sobre alguém ou algo que você ache que ninguém entenderia.

Still, deve ser algo muito bom de se fazer. Um mundo que realmente é todo seu, só pra vocês, e mais ninguém. Quem popularia o mundo não passaria de meras manifestações do seu subconsciente e lembranças. Isso se você quisesse que ele fosse populado. Viajar pra qualquer lugar, passar mais horas do que se dá pra contar nos níveis mais profundos do mundo dos sonhos.

Hans Zimmer se encaixa perfeitamente com essa última parte do post, só queria reiterar o quanto esse cara é bom no que faz.

Não vou revisar o post, não agora. Quando o fizer, tiro essa observação. Dei uma adiantada com o post por ter uma certa cobrança por parte de leitores assíduos. Plural. Ri sozinho aqui.
Vou tomar um banho e sair pra ver Karate Kid.

five

August 25, 2010

Acabei pensando em tudo o que queria escrever aqui durante o dia e escrevendo uma página inteira na cabeça. É óbvio que isso não vai dar certo, já era óbvio pra mim assim que comecei a pensar, “não vou lembrar de tudo o que eu queria dizer” (disso eu lembrei), muito menos da forma que organizei nos meus pensamentos. Na hora dá pra colocar os trechos em uma certa ordem, mas eventualmente eles se embaralham todos. Uns acabam perdidos por um tempo, mas outros se perdem pra sempre. Podem até ter tido as partes importantes absorvidas, mas ele avulso? Nah. Já era. Serem esquecidos não faz deles necessariamente ruins, é que de alguma forma não é tão simples assim jogar pro seu disco rígido as coisas que você organiza na RAM, metaforicamente falando. Long-term/short-term memory. Gosto do assunto e minha vontade é um dia tentar fazer alguns exercícios que ajudem a desenvolver minha memória. Isso é perfeitamente normal, mas seria bom aprender a criar uma pasta ali só pra guardar as ideias por um tempo maior. Já falei e já ouvi diversas vezes falarem sobre andar sempre com um bloco de notas e uma caneta no bolso. O problema é que isso acabaria me dando mais liberdade pra pensar em mais coisas ainda, e não adiantaria muito, eu teria que escrever em diversas páginas pequenas. Claro, estou falando dos pensamentos que ocorrem no decorrer do dia, quando se está pegando metrô, ônibus ou andando mesmo, quando anotar é um pouco mais inviável. Não estou dizendo que sou O Pensador, também. Doistrêsquatrocincomeiaseteoito. Acabo filosofando demais sobre qualquer bobagem que me ocorre.

Memória eidética (do grego eidos, alguém lembra da produtora de Tomb Raider, Fear Effect, etc?), também conhecida como memória fotográfica, é uma coisa que muita gente quer ter. Não faz sentido não querer, aliás. Medo de não conseguir esquecer certas coisas? Isso acontece até com quem tem a pior das memórias. Lembranças, de certa forma, dolorosas, sabem muito bem como encontrar o lugar onde não serão esquecidas por um bom tempo. Um tempo que pode ser até o dia em que suas baterias se esgotarem, aí é preciso aprender a lidar com elas. Não deixar elas te comerem vivo, de dentro pra fora.

Os parágrafos anteriores inteiros vieram de um pensamento sobre anotar no bloco de notas o que vou pegar na geladeira, já que esqueço quase sempre. O que fez parte de uma conversa sobre ‘esquecer’ de necessidades como comer ou ir ao banheiro. Mas ainda aposto que eu acabaria esquecendo que tinha o bloco na mão e o deixaria dentro da geladeira. Em um dia em que eu estava completamente distraído eu deixei o controle remoto, então é bem provável. É. Tudo pode acontecer quando se está no mundo da lua. Já dizia o… esqueci. Lucas Silva e Silva. Esse nome tava perdido na memória internética, achei com a ajuda do Google. Se eu tivesse um pro meu próprio cérebro, eu tava feito.

Mudando de assunto, e queria que o assunto em questão mudasse tão abruptamente quanto, o tempo aqui em São Paulo tá ruim demais. Tá fazendo um calor absurdo de dia, sendo que quando eu saio tá um frio bom, aquele que só colocar uma blusa já resolve. O pior não é nem o calor, o pior mesmo é a umidade do ar, praticamente inexistente. Andando na rua dá até pra ver uma camada cinza cobrindo a visão ao longe, parece uma rede. É de pensar que toda essa poeira fosse se juntar e formar um híbrido de Godzilla/Cascão. Serviria pra aterrorizar aqui, com certeza. Não vou mentir que pensando nisso cogitei até se devia deixar o celular em mãos pra filmar essa versão nacional de Cloverfield meets Maurício de Souza. Enfim, tempo seco assim pra mim é uma montanha de problemas. Meu nariz sangra, ataca até uma sinusite, trazendo aquela dor de cabeça de rachar, e a garganta fica uma porcaria se não estiver dando constantes goles em uma garrafa d’água. Foi até engraçado, eu com a garganta ruim, meio rouco e ainda com aquela voz de quem tá gripado, alguém acabou perguntando o que mais eu tinha mudado, já que perceberam “do cabelo curto à voz.” You just got punk’d! Sou o irmão gêmeo do Benji*, Carlos. Prazer.

Aquela lei do tempo aqui não funciona tão bem assim. Se eu não gostar do tempo, ele não muda sempre em seis horas. Nem em doze. Nem em um dia, nem a cada dois. São exceções demais pra ser uma regra.

Tenho certeza que queria falar de mais alguma coisa, no mínimo. Não vou ficar duas horas encarando isso aqui na esperança de que eu vá lembrar magicamente. Quem sabe eu acabo lembrando. Só sei que ainda preciso colocar aqui algumas merdas que eu escrevi. You know, ficção. Passatempo.

Já disse que reviso meus posts sempre depois de terminar? Ainda mais pela mania que tenho de mudar uma coisa aqui ou ali e deixar a concordância completamente de lado. Praticamente capítulos de um livro.

De uma história particularmente chata.

Ainda tenho um rascunho de post salvo, mas tenho algumas coisas pra fazer hoje.
Enquanto pensava nas tags acabei me lembrando de dois sites que eu tinha favoritado na cabeça.

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(*) Nome fictício adotado pra proteger minha identidade, uma vez que mesmo que eu não importe em me identificar, sempre quis fazer isso aí. Done.