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thirteen

September 6, 2010

Não sei, tenho um draft salvo com a palavra misantropia e tudo o que escrevo aqui, hoje e agora, acaba soando como se fizesse parte daquele post. Aí eu pergunto, o que tem de tão bom assim em pessoas? São seis bilhões delas no mundo, arredondando pra baixo a estimativa que lembro de cabeça. Não quero mesmo pesquisar agora, e não é como se tivesse um contador rolando na página do Google pra isso. Países asiáticos tornam isso inviável. Enfim. A quantidade de pessoas que você conhece que realmente são, no mínimo, agradáveis, é ínfima. E muitas das quais você conhecia, hoje te dão razões pra querer que elas não apareçam mais na sua frente. Todo mundo conhece uma dessas, não é algo exclusivo de antigos romances, apesar desses constituírem a maioria dos casos. Até aqueles amigos antigos que você vive encontrando pela rua, e por mais que você saiba que vocês eram amigos mesmo, o tempo passou. Só restam agora as convenções sociais e os papos de vamos marcar alguma coisa que raramente dão certo. Não vou dizer nunca pra não acabar com as esperanças de ninguém. Existem sim, bons reencontros. Não são mitos. Sendo realista, grande parte deles você vai passar ouvindo/falando como vocês cresceram, mudaram, como um antigamente batia na altura do ombro do outro, usava óculos e era cheio de espinhas.

Fazer social só serve pra quem é político ou obcecado com popularidade, e a internet é a casa de todos attention whores. Ser popular na escola e ter quinhentos amigos no Orkut (ou qualquer outra rede social) é basicamente a mesma coisa. Quase sempre um é consequência do outro. Ser simpático? Seja com quem tem interesse em você, pelo menos pra te conhecer. Claro, não precisa ser desagradável. Não intencionalmente. Mas convenhamos, it’s almost never uncalled for.

A verdade é que as pessoas vivem forçando, querendo se espremer nas últimas modas, tendências. E na parcela dos que conseguem continuar sendo eles mesmos, boa parte acaba admirando alguém forçado. A minoria acaba ficando sem escolha a não ser desprezar meio mundo; secretamente, claro, pra não parecerem velhos ranzinzas todo o tempo.

É óbvio que perguntar se tá tudo bem com alguém é idiota, já que quase ninguém quer responder por estarem todos ocupados anunciando em tweets pra pessoas que, mesmo se inscrevendo pra recebê-los, não dão a mínima. Fico imaginando o que se passa na cabeça dessas mesmas pessoas quando se acidentam, quem pensa em alguém em primeiro lugar e quem pensa em informar o mundo por status updates. Conheço dos dois tipos, por isso digo que fico imaginando. Até mais pelo fator cômico.

Why do I care? Tem um errinho aí. Eu não me importo.

Eu não sou preconceituoso, mas não nego ser bastante anti-social.
O mundo me dá razões pra isso, eu não as invento na minha cabeça. Isso aqui é apenas um manifesto da minha opinião.
Don’t get me wrong, não sou tão escroto a ponto de não gostar de ninguém. Até faço questão de fazer com que elas saibam disso.

Só pra deixar isso claro.

É. Comecei a escrever esse post em cima de algumas palavras e as ignorei completamente, acabo de recortá-las e vou jogar em outro draft. E o número do título desse post acaba se relacionando com algo que eu queria falar sobre em outro draft. Vicious circle.