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August 30, 2010

Tive uma conversa que já se repetiu duas vezes sobre o Leonardo DiCaprio. Eram sobre os filmes que ele faz, a carreira do cara que eu considero um dos melhores atores da atualidade. Say what you want, é a verdade. The Man in the Iron Mask, Catch Me If You Can, The Departed, Shutter Island, Inception. Isso só pra citar alguns dos mais conhecidos, e claro, os que eu já vi. Enfim, a intersecção dos dois. Tem outros bem falados dele que eu não tive a oportunidade de assistir ainda. E um deles que eu nunca assisti e provavelmente nunca irei: Titanic. Não é implicância, por alguma razão não tenho a mínima vontade de ver mesmo. Talvez alguém me convença um dia, até lá, eu sei o que acontece, sei os detalhes e sei a história. Não assisti o filme, só isso. Claro, eu poderia ter assistido na época. Mas eu ainda era um pirralho de ego frágil, e o fato de todas as garotas (que eu conhecia) estarem apaixonadas por ele, é, incomodava. A diferença que isso faz agora? Nenhuma. Tanto que gosto de todos os filmes que citei logo ali, são todos dele, e a atuação é impecável. So, why bother?

Meu aniversário tá chegando. Outro ano se passou desde que eu nasci, that’s the big deal. I’m the big deal. Ironicamente, eu não gosto de aniversários. Tenho uma pequena paranoia de que tudo o que se passa no dia vai anunciar pras pessoas ao meu redor que é meu aniversário. E que elas vão se importar com isso. Nunca gostei de ser o centro das atenções. Flashes de câmeras apontadas pro meu lado. Prefiro passar despercebido pela maioria das pessoas mesmo. Prefiro o lugar na memória de alguém importante pra mim do que um milhão de fotos jogadas em um álbum. Sem o lugar na memória, eventualmente todo mundo que só aparece em fotos vai acabar sendo alvo de um ‘não lembro quem é esse cara.’

Aos parabéns eu não sei como reagir, pelo menos quase sempre agradeço na hora errada, aparentemente. Porque assim que agradeço, ninguém para de falar. Continuam com as congratulações e eu tenho que vestir minha cara de tacho. Então aniversário pra mim é sinônimo de awkward phone calls. Gosto do carinho e tudo mais. E o resto não acontece. Quando eu passo o RA na faculdade ou compro alguma coisa no supermercado, não estoura um balão com confetes, doces e farinha na minha cabeça. Não toca música, muito menos vira um musical. Pessoas não se reunem em um círculo pra cantar parabéns. É um dia normal, como todos os outros.

Ah, isso aqui sou eu tentando convencer a mim mesmo de que nada vai acontecer.

É, fobia de aniversários. Eu até cheguei a procurar se realmente existia um nome pra ela, mas não achei nenhuma fonte confiável, e inventam nome pra tudo hoje em dia. Aparentemente, ela se chama Fragapane phobia. É. E não chega a ser uma fobia o que eu tenho, de qualquer forma. Não saio chorando ou entro em pânico. Só fico sem jeito. Está mais pra um leve odiar do que qualquer outra coisa. Li uma analogia excelente em algum lugar. Aniversário, pra quem é como eu, é tipo final de campeonato de futebol ou réveillon pra cachorros. É um dia que todo mundo conspira pra te dar uma dor de cabeça fodida. Se tiver um festival de fogos no dia do meu aniversário eu provavelmente me escondo embaixo da cama.

Acabei pensando nisso durante o meu domingo. Acordei cedo, sozinho em casa. Levantei pra tomar um banho e fazer um café da manhã. O dia tava cinza, mas um cinza de poeira. Não cinza de tempestade ou chuva. Nem sequer uma garoa. Preciso voltar a sair aos domingos, como costumava fazer.

Recentemente voltei a dormir durante a noite. Tenho que admitir, é muito melhor que dormir durante o dia. Já passei pela fase morcego, que durou no mínimo uns três ou quatro anos. E tenho que admitir, é muito melhor passar a noite acordado do que o dia. Isso me coloca em uma situação bizarra, já que meu lugar ideal pra morar seria uma mistura de New York com o extremo hemisfério norte, com pouquíssimas horas de dia, e alguma daquelas províncias/vilas quietas da Irlanda nos arredores. Um toque de Nova Zelândia, talvez.

Mundo dos sonhos. Ainda encontro Magrathea quando sair pra viajar pelo Universo afora.

Não é engraçado como um dos jeitos de se remediar do tempo seco é ter uma toalha molhada por perto?

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