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fifteen

September 13, 2010

Hoje arranjei o app pra Symbian que faz scrobble pro last.fm e é compatível com o meu celular. O único motivo de eu ter deixado o meu de lado (dessa vez, já parei de usar um antigo e resetei esse mais novo) foi o fato de estar cada vez menos ouvindo música na frente do PC. Antes era o dia inteiro, e como eu não era adepto do uso de fones, enlouquecia a família até. Sou quieto, mas faço barulho. Geralmente quando paro na frente do PC agora é pra assistir alguma coisa antes de dormir ou, mais raramente ainda, jogar alguma coisa.

Eu já estava brincando no Torchlight nas horas vagas, agora tem o StarCraft II pra dividir o timeslot. Tenho que admitir, isso tá me lembrando quando eu era pequeno e tive que lidar com malabares. Não na rua, pedindo esmola no sinal, não é pra parecer dramático. Enfim. Com dois malabares ia, três dava um pouco de trabalho. Qualquer coisa acima disso era virtualmente impossível, eu tentava umas poucas vezes e deixava pra lá. É o que tem acontecido com todas as coisas que eu decidi voltar a fazer de uma vez, pra ocupar o vazio deixado pela minha falecida existência virtual, aquela que sugou minha vida uns anos atrás. Tenho mãos pra fazer algumas, as outras tenho que manter no ar, e sempre trocando os lugares.

É por isso que acabo deixando pra escrever com menos frequência aqui. Só que dessa vez, eu não vou desistir. Vou continuar trocando e fazendo o que minhas mãos conseguirem segurar. Até equilibro alguma no nariz, se precisar. O resto fica no ar. Dou um jeito. É algo que dá pra aprender a fazer.

Falando em aprender (e fingindo que eu não encaixei o aprender ali pra ligar esse post com alguns assuntos que estão perdidos nos drafts), tenho uma dificuldade absurda em ensinar muita coisa. Antes eu pensava que era dependendo da pessoa, quando eu não tinha paciência pra ensinar nada pra qualquer um dos meus pais, porém conseguia ensinar alguém a fazer alguma coisa no videogame ou algo do tipo. Eventualmente acabei descobrindo que eu realmente não sei ensinar.

Quando eu aprendo alguma coisa, todo o conceito, o funcionamento, tudo, ficam óbvios demais, assim como aquelas regras gramaticais ficam escondidas em algum lugar do cérebro que eu não consigo acessar, elas só executam suas funções automaticamente. O que acaba encurtando a minha paciência, e é aquilo que vive me deixando à beira de um duh. Não o digo por duas razões, uma delas é simplesmente por achar imbecil. Prefiro falar que a pessoa é burra pra caralho, na brincadeira, do que usar o desprezível duh. A outra é porque sou paciente, mas tenho lá minhas terapias.

Já ouvi em algumas (poucas) ocasiões que eu explico melhor que algum professor, e eu achava isso completamente bizarro na hora, justamente por saber que isso não é nem de longe verdade. O problema mesmo é quando alguém faz uma daquelas perguntas idiotas que não tem nem como responder, a única resposta é porque é assim. Porque algumas letras são maiúsculas nisso aqui? Porque o código é pra baixo duas vezes, pra cima, esquerda, direita, bolinha, triângulo e quadrado? Porque é assim, porque quem fez quis que fosse assim.

São perguntas desnecessárias, porque você já entende perfeitamente a razão de certas coisas serem da maneira que são. Mas existem explicações que ajudam a entender melhor pras duas perguntas anteriores, é só pensar um pouco além. Claro, é dezenas de vezes mais fácil falar aqui. Na próxima vez que eu for explicar alguma coisa, é bem provável que eu acabe caindo naqueles momentos em que você tenta dizer algo coerente mas acaba falando um bocado de és e ahns.

Paciência é uma virtude, esse é aquele velho ditado.
Nos dias de hoje, é mais uma das virtudes que são raridade.

É O3, no meio de um mundo cheio de pessoas que praticamente exalam CH4. Metaforicamente.

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